Composições matrimoniais, familiares, afetivas e de compadrio dos africanos e afrodescendentes escravizados na Freguesia de Santana do Catu, 1800 a 1850: um olhar interseccional.

SANDI ÍSIS SANTANA DOS SANTOS

ANDRÉA DA ROCHA RODRIGUES PEREIRA BARBOSA

RESUMO

Esta dissertação reflete acerca da escravização de africanos/as e afrodescendentes na Freguesia de Santana do Catu entre os anos de 1800 a 1850. A partir da interseccionalidade discute e compreende as composições matrimoniais, familiares, afetivas e de compadrio engendradas por africanos e afrodescendentes como formas de resistências e redes de sobrevivência e solidariedade. Interpreta a função e a relevância da mulher para a consolidação e perpetuação da escravização e faz uso das categorias de Gênero, Raça e Classe para compreender os indivíduos escravizados e investiga como a construção cultural de gênero, raça, classe e condição social favoreceram as relações de poder moldadas naquela sociedade escravista. Notadamente, evidencia homens e mulheres africanos como indivíduos ativos de parte ou grande parte daquilo que poderia formar e/ou transformar seu meio social, familiar e afetivo. Para tanto, realizou-se o cruzamento de fontes variadas, como os registros de batismos, matrimônios e óbitos. Atrelado à História Social da Escravidão, este estudo centra-se no método da ligação nominativa, dessa maneira, a criação de um banco de dados tornou possível a análise do perfil demográfico dos/das protagonistas deste estudo bem como suas composições familiares. Dessa maneira, esta pesquisa mostra aspectos das composições matrimoniais, familiares, afetivas e de compadrio dos africanos e afrodescendentes numa região pouco estudada para a primeira metade do século XIX.

PALAVRAS-CHAVE: Interseccionalidade; Escravidão; Família; Século XIX; Santana do Catu

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Composições matrimoniais, familiares, afetivas e de compadrio dos africanos e afrodescendentes escravizados na Freguesia de Santana do Catu, 1800 a 1850: um olhar interseccional.

 

Nossa Senhora de Santana

Nossa senhora de Santana padroeira da cidade de Catu. A comunidade católica acredita que a primeira imagem de Santana havia sido esquecida por viajantes que passavam pela região onde hoje se encontra Catu. Ela havia sido, supostamente, encontrada ao lado esquerdo da margem do rio Catu, onde havia sido levantada a primeira capela da cidade, onde em volta foi se construindo o que conhecemos hoje como Catu.