O CRIME DO CATU: CASAMENTO E RIQUEZA, CRIME E PODER POLÍTICO NO RECÔNCAVO BAIANO (1877-1889)

 

 

Esta pesquisa analisa as formas de consolidação e manutenção do poder político a partir do episódio que ficou conhecido como “o crime do Catu”. O caso data de 22 de abril de 1884, quando o negociante português Francisco Maia e o rábula Secundino Rabelo foram assassinados à margem da estrada de ferro, nas proximidades do engenho Camaçari, situado na vila de Catu, por um grupo de 12 homens, entre escravizados e libertos. Com a abertura do inquérito, o principal acusado era Antônio Calmon de Araújo Góes, barão de Camaçari, líder do Partido Conservador na Comarca. Após a repercussão da notícia, a vila foi transformada em campo de disputa entre liberais e conservadores, que batalhavam, também, em outros espaços em busca de fortalecimento do partido para as eleições vindouras. Para a análise do caso, o recorte do trabalho compreende o casamento do negociante português com a menina-moça Leopoldina Leal, em 1877, e se estende até o último julgamento, em 1889, dos assassinatos ocorridos em 1884. Assim, esta dissertação lança luz sobre a política imperial na última década do Segundo Reinado, estabelecendo ligação entre Catu e a Corte em anos de disputas em torno do desmonte da escravidão.
Palavras-chave: Crime do Catu; Antônio Calmon de Araújo Góes; Segundo Reinado

 

 

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Feira Livre de Catu na Ditadura Militar

Feira livre na década de 70 que representa a economia da época. Pode-se notar a necessidade que a população tinha na visitação de tal localidade por conta do número de pessoas presentes, modelo comercial que continua até os dias de hoje, guardadas as devidas proporções.

Micareta na década de 90

Ano desconhecido, década de 90. A imagem mostra um micareta na cidade de Catu, que pode ser utilizada tanto pra falar sobre o ponto de vista sociocultural, por tratar-se de um movimento regional, como também uma visão econômica, pois festas como essa movimentam bastante a economia da cidade com os comerciantes locais.

Esportes durante a ditadura militar em Catu

Evento esportivo de Catu em 1965, nessa imagem podemos notar coisas como a influência esportiva dentro dos movimentos da cidade, como também podemos perceber a participação de possíveis indivíduos de grande poder aquisitivo nesses movimentos, vendo uma grande influência politica e militar.

Visita de Euterpe à cidade

A seguir podemos ver a Visita de Euterpe à cidade de Catu em 1940. Com essa imagem é possível enxergar um pouco da força cultural expressa na cidade, a partir dos movimentos de músicos instrumentistas de metais, as conhecidas fanfarras, encontradas em todo território nacional, e também Catu e região.

Piquenique organizado pelo Barão de Camaçari

Foto Gravura retrata o Convescote (piquenique) oferecido pelo Barão de Camaçari (sentado ao centro na cadeira de vime) em 30 de março de 1910, no bosque buracica, que ficava as margens da linha férrea e do rio do Catu, provavelmente no atual bairro do Mucambo. Do evento participaram membros da elite local e de Salvador. As festas e atividades recreativas eram comumente realizada pela elite catuense que, na Primeira República, já não gozava do mesmo poder econômico que gozara nas épocas do Império, mas que ainda detinham poder político e social.

Fonte: Revista do Brasil, 1910.